domingo, 1 de maio de 2011

HISTÓRIAS E PENSAMENTOS

Já havia decidido no principio deste ano mudar o meu foco para textos técnicos, os quais busquem o dialogo e algumas respostas. Faz muitos anos que ando nesta vida de cavalos, como cavaleiro internacional, jornalista especializado filiado à IAEJ e International Group For Qualifications In Training Horse and Rider em seu nível máximo, formado na Escola Militar de Mafra nos anos 80 e ter produzido cavalos de nível internacional, assim como cavaleiro, nas 3 modalidades olímpicas. Olho para os lados e não vejo no meu país ninguém com o meu palmares a não ser um “monte de paraquedistas”. Comecei a seguir as Competições internacionais “in loco”, nos Jogos pan-americanos de Caracas em 1983, sendo no total 5 PAN’s (Havana, Mar Del Plata, Winnipeg, Santo Domingo Rio e 3 mundiais (Estocolmo, Haia, Roma) e 4 Olímpiadas (Los Angeles,Seul, Barcelona e Atlanta) sendo que hoje assino a FEI TV e Clipmyhorse.de, o que de melhor existe para quem busca a informação verdadeira, a da vitória. Neste meio tempo escrevi o “melhor livro de Equitação do Brasil”, apenas comparado aos antigos do Sr. Furtado (Equitação Prática). Francamente, muitos condenam-me por ser humilde demais em minhas considerações. Um sujeito que montou com Nuno de Oliveira, Reiner Klimke, Nelson Pessoa, Renildo Ferreira, Michael Matz, Virginia Leng, algo não está certo. Já vendi mais de 800 cavalos em vendas diretas (jamais em leilões), sendo 300 aproximadamente feitos por minha pessoa. Amo vender cavalos pelo simples fato de levar a felicidade para alguém, ver na pessoa um sorriso, principalmente amo vender cavalos para crianças e adolescentes, pois sei que fazendo a venda correta, transformarei a personalidade destes e exemplos não me faltam. No meu entender o esporte eqüestre é o melhor e mais completo no mundo para a formação do individuo, ele o regula, os hiperativos entram no ritmo sem remédios e os mais “lerdos” aprendem através da auto confiança a adequarem-se ao mesmo ritmo. Conviver com as poucas vitórias e muitas derrotas de certo é uma grande lição.
Alguns afirmam que sou uma pessoa difícil. Dentro desta ênfase fiz um desafio publico já faz quase 4 anos para quem souber de alguma falta de conduta de minha parte, comprovadamente, tenho uma poupança esperando por ele, pelos rendimentos deve estar por volta de US$2.700 dólares. Não conheço nenhum “louco” que tenha feito algo parecido no mundo. Nunca ninguém apareceu para resgatar este montante financeiro. A minha palavra de ordem é INTOCÁVEL, o que de certo me enche de orgulho e por mais “tiros” que queiram me dar (literalmente), nenhum me acertou até hoje.
Abracei o cavalo Puro Sangue Lusitano pela raízes e pela história. Desde muito jovem, falo de 6 ou 7 anos de idade, meu motorista na Lourenço Marques em Moçambique, levava-me para ver touradas, ele era quem fazia a bandarilhas utilizadas nas corridas, o Sr. Pinheiro, a última vez que o vi fazia o mesmo serviço no Campo Pequeno em Lisboa. Como jovem, fora as touradas, gostava mesmo era de andar a cavalo em Lourenço Marques e uma das minhas mais doces lembranças é galopar entre as palhotas em direção à praia pelos caminhos de terra, aonde passava o meu dia na companhia de meu cavalo. Isso tudo devo a minha mãe, senhora esta respeitada em toda a comunidade local, o que tornava-me intocável, era ela que cuidava dos postos de saúde daquela região e mesmo sendo uma senhora de bastantes poder financeiro, tratava das feridas dos mais necessitados, nunca tornei a ter contato com alguém igual a esta Senhora que por sorte era minha mãe. Até hoje nunca soube de história parecida, de uma enfermeira paraquedista, esta sim bem mais “louca” que eu, a qual despediu-se de Moçambique, da cadeia direto para o aeroporto (experiência a qual lembro ter contado ser de grande valia por ter conhecido lá mulheres de grande valor), deixando tudo para trás, nunca mais retornou a África. Impossível não ter “bronca” de Portugal, Sr. Almeida Santos (depois ministro em Portugal) era o advogado de minha família durante anos em Moçambique. O Otelo Saraiva de Carvalho foi colega de Liceu de meu pai. De certo foi a pior descolonização que o mundo já viu. Anos mais tarde, um professor o qual adorava de paixão, Cel. Vasconcelos Porto e outro grande mestre Cel. Marinho Falção, convidam-me para fazer o curso de instrutores em Mafra. Conheço o Cel. Jorge Mathias, já amigo de minha família de Moçambique. Foram momentos os quais jamais sairão de minha memória, a tapada de Mafra, as noites na companhia do João Oliveira, a Ericeira e as sapateiras, as noites de queijos e vinhos na sala dos Oficiais e a “overdose” de cavalos, nunca vi nada tão duro como Mafra em 87 no curso de Instrutores, dos 6 alunos do curso, apenas eu e o hoje Cel. Cruz Silva terminamos e recebemos o diploma * (foto ilustrativa).
Em 1992 algo de novo acontece, já montava cavalos de uma proprietária na Hípica Santo Amaro da Sr. Maria Besenbach, esta Sr. foi responsável pela produção de quase todos os cavaleiros de cavalos PSL na atualidade no Brasil, sendo para mim mais importante do que o renomado Tony Pereira, que na realidade era um vendedor de carros que descobriu que comprar cavalos em Portugal por mil contos e os vender no Brasil por fortunas, era um ótimo negócio, já a Sra. Besenbach fazia a roda girar no Brasil, comprando cavalos “made in Brasil”.
1992, Aldo Araújo Pinto, uma personalidade o qual no meu entender fabricou o mito Vasco Freire. Ele era um péssimo criador de cavalos mangalarga e certo dia a convite do hoje renomado diretor de cinema Jaime Monjardim viaja a Portugal e o Sr. Vasco Freire faz o mesmo que o Sr. carvalho Nunes vez por ano a fio, o leva para comprar cavalos PSL, é desta iniciativa que o Sr. Freire, já amigo do grande pensador Eng. Alfredo Batista, um dos maiores pensadores do cavalo Lusitano do mundo, com um livro pronto o qual ninguém consegue editar. É desta parceria Aldo (multimilionário) e Vasco a qual proporciona a maior revolução na raça até os dias de hoje, o tal Veiga /Andrade, um F1 o qual ganha tudo ou quase na década de 90 em Portugal, fomentando a exportação de centenas de cavalos para o Brasil e para o mundo. Uma destas vitória é o garanhão de nome DISTINTO de ferro Coimbra, até hoje o único Campeão dos campeões por unanimidade na Internacional de Lisboa. Quando este garanhão chega ao Brasil, quem o monta sou eu, mas sempre sofrendo muitas criticas do Sr. Freire e eu louco para passar do Hunter Seat, minha especialidade por anos para o Adestramento, aonde já vinha com bastantes bases de Mafra,mas ainda com fortes ligações à Equitação Esportiva, começando a diluir tudo o que havia visto e aprendido no final da década de 80 em Portugal. De certo esta parceria herda o já iniciado por Tony Pereira e amplia com mais profissionalismo comercial, com um Sr. Aldo A. Pinto, o dono do dinheiro e Sr. Freire com a expertise e estes fazem a festa. Nesta década viajo a Portugal muito para acompanhar a Internacional de Lisboa como jornalista e de certo sempre foram momentos ímpares e nestas viagens conheço uma pessoa muito importante hoje para mim, o Lic. Juan Del Valle Alvarado do México, o qual me abre as portas do mercado mexicano.
Em 2000 conheço o meu grande amigo dos dias de hoje, José Carlos Garcia, orgulho-me de nunca ter trabalhado para este diretamente, mantendo sempre um relacionamento de amigos os quais fazem negócios juntos o que tornou tudo sempre muito salutar e equilibrado.
Nunca me esquecerei da primeira frase que este jogou na minha cara no primeiro dia que visitei o Haras Modelo. – Nuno, tu deves ser muito bom ou muito ruim para trabalhares há tantos anos com o Aldo A. Pinto. 11 anos depois acho que a resposta era a primeira alternativa. Foi ele também que fez o primeiro desafio de tentar saber o que ocorria com tanta perseguição a meu nome no PSL já naquela altura e de certo brinca até hoje dizendo que nada encontrou. Juntos criamos o melhor e mais eficiente programa de venda de cavalos PSL do mundo, são mais de 250 cavalos vendidos para todo o mundo, desde Nostradamus do Top, Vulção dos Pinhais entre muitos que se perderam mundo a fora, uma grande dor que tenho hoje, todos os cavalos vendidos para madames, em exceto do Que Ba HM, perderam-se na mãos de amadores, nunca tiveram acesso à foto, falo em mais de 200 cavalos PSL, entre eles Quatrilho HM e Solar HM. Ontem (literalmente) pela primeira vez por unanimidade escolhemos um potro que não têm preço de ferro HM de nome maravilhoso DINAMICO HM (Portugal em Dinâmica Itapua), o qual já nasce com uma história ímpar. Dinâmica sua mãe no passado foi uma égua montada, uma das primeiras no Brasil, veio a morrer e nada de significativo havia criado, sempre cavalos regulares com diversos garanhões. Já velha, letra “D” nos dá o Dinâmico HM, seu último potro nascido.
Fazendo um pequeno adendo aqui, referente a éguas de idade, não concordo com a postura de alguns em afirmarem que estas depois dos 20 anos nada mais produzem. No Brasil temos a famosa Cenoura, produziu bons cavalos depois do 20 anos, inclusive o melhor cavalo do Brasil atualmente, Xama dos Pinhais. Temos de rever este conceito em épocas de transferência de embrião com urgência. No meu entender o ditado popular, panela velha é que faz a melhor comida, no caso das éguas está valendo e boas éguas amigos são aqueles que seguram a “bronca” com qualquer garanhão, coloca-se um “Penco” nela e ela joga no chão um cavalo comercial. Todas estas éguas no mundo terão de ser identificadas, este é o mais importante trabalho a ser executado na raça, formar o livro das éguas BALUDAS. Estas éguas terão de ser selecionadas já, elas são a segurança de manter a raça num padrão desejável no futuro, sem esta pesquisa estamos invariavelmente mortos em 15 anos. A dura competição vai nos achatar e jogar no mar, ficaremos sempre dependentes de expoentes do caso.
Em 1997, estava eu na companhia do amigo de décadas o Eng. Énio Monte, aquele mesmo que juntamente com o Dr. José Monteiro fazem o primeiro embarque de cavalo Lusitanos para o Brasil logo depois da Revolução dos Cravos e decidimos em conjunto pela formação do ANDALUZ BRASILEIRO, o que era nada mais que dizimar no mercado dos cavalos SRD e raças tradicionais regionais do Brasil o sangue criado pelo ferro Itapuã referente ao cavalo Ibérico, nada mais que uma sacada comercial brilhante. Por sorte, através de meu intermédio na mesma oportunidade todos os cavalos do Brasil do Eng. Aldo A. Pinto estavam estabulados no Haras Itapuã e com o uso de Hippus, Distinto, Emir entre outros o Haras Itapuã sofre uma grande renovação de sangues, mas como tudo que nasce de uma “pobreza genética” acaba por não ter longevidade e o projeto então aceitável vira uma “pedra no sapato” quando o Sr. Gavião do Interagro não aceita unir na ABPSL o Andaluz Brasileiro o qual iria substituir o hoje dito cruzado Lusitano. O Andaluz Brasileiro, hoje uma raça brasileira a qual permite formar-se cavalos puro por cruza cai em falência e notamos que comercialmente esta nova geração de cavalos meio sangues pós Andaluz Brasileiro são registrados como ½ sangue lusitanos, agregando-se ao papel a filiação de seus pais ou mães, sendo que jamais serão puros, como previa o Andaluz Brasileiro em seu acordo genético registrado no Ministério da Agricultura do Brasil. No final do ano passado, existe um debate interno, antes da assinatura do protocolo de mudança de nome do meio sangue para Lusitano de Esporte, pura jogada de marketing, mas que também não tem até os dias de hoje nenhuma solução, pois alguns fizeram a pergunta: - Se o meio sangue é de esporte, o que é o puro? Quem realmente colocou uma pedra em cima da questão foi José Carlos Garcia (8 anos Presidente da ABPSL). Eu , ainda ando por aqui remoendo os beiços, pois sei que o mercado internacional, principalmente o de Wellington USA não quer nem olhar para o papel dos cavalos, eles apenas querem saber de colocar o cavalo no picadeiro e o mesmo cumprir as suas funções de performance. 50% dos clientes para os quais vendo cavalos para os EUA jamais pediram a transferência de propriedade de um cavalo, eu é que faço para que retire do nome dos criadores os cavalos, poupando alguns reais da conta mensal expedida pela ABPSL.
Minha esperança mais imediatista é o meio sangue e atrelar a este o Puro, principalmente no mercado nos USA. Como os potros são novos ainda, filhos de éguas Gribaldi, Ferro, Socrates, De Niro, Sandro Hit, United, etc é muito nova a coisa, mas a minha projeção é bastante positiva.
Dentro de outro foco trabalho desesperadamente a pesquisa do mercado CHINÊS. Sei que os portugueses já andaram por lá, mas quem faz a festa são os espanhóis. Recentemente o Brasil fechou um acordo para exportação de carne suína, aonde abriu a porta para a exportação direta de cavalos. Esta abertura pode ser decisiva para fornecer à burguesia chinesa (quem diria!!) todos os cavalos que eles comeram no passado, agora para servirem de status para as madames chinesas em ascensão social e tudo o que elas querem é serem inglesas, há que aproveitar a situação e colocar algumas “empadinhas” na festa no Sr. Schockemöhle. Para isso algum louco terá de pegar um avião de cavalos e despejá-los na China, entre cavalos de Salto e Adestramento. Pela pesquisa, para nós do Brasil só um avião inteiro serve, via Amsterdam ou Frankfurt inviabiliza o negócio. O vôo é Campinas, Santiago e Beijing com 32 cavalos a bordo pela ABSA Air Cargo.
Porque a China? Aqui entre nós, o Brasil não tem mercado para o cavalos de Adestramento, investiram num segmento o qual 50 gaiatos praticam, mal e porcamente, tudo na base do suborno comprovado (a Sra. Withages) que o diga. Estamos à beira de nossa primeira grande derrota, Guadalajara 2011 , aonde o Brasil perderá para os donos da casa o México a medalha de bronze, ficando fora das Olimpíadas de Londres por equipe, voltando nas Olimpíadas do RIO, porque é em casa, mas até lá confio que tenhamos revertido a história. É impossível algum país ser julgado por juízes nacionais e alguns internacionais os quais nunca fizeram um cavalo (simplesmente não entendo), depois os Internacionais vêem a nosso país e são induzidos aos pontos, + 2 + 3 pontos percentuais do que realmente os conjuntos merecem. O Adestramento do Brasil hoje não está sob o comando da CBH mas sim de particulares, ou melhor famílias. A CBH hoje tem sua renda proveniente em parte do Ministério dos Esportes e outra por parte da taxa de importação de cavalos provenientes do estrangeiro a qual ela cobra R$3.000 reais por cada cavalo (US$2.100 dólares). Esta bárbara ação comercial em poucos anos definhará a criação nacional de cavalos de esporte a qual deveria ter o seu mercado intermediário garantido por lei ou fortes taxas de importação de cavalos, nada diferente do que importar um veículo automotivo. Esta história é muito perigosa, envolve grandes e poderosos empresários, precisa-se trabalhar com bastante cuidado, mas sem desviar o foco e atingir estes importadores em seu coração, alguns com a cadeia e outros colocando seus nomes no ministério da fazenda e fazer da CBH um órgão que protege o cavaleiro e a Industria nacional do cavalo, entidade que não faz uma nem outra coisa, pensando exclusivamente em concursos, aonde os cartolas podem faturar e deles.
Voltando ao tema. Atrevo-me a tocar neste tema porque já perdi tudo o que tinha com cavalos, tudo mesmo, a ponto de ter de ir ao Banco fazer empréstimo para não ver meus cavalos morrerem de fome e foi este dia que terminei com tudo (no Brasil, cavalos sempre serão um apêndice de algum outro negócio mais forte financeiramente. João Oliveira já afirmava ser uma forma alegre de perder dinheiro). Saibam que começar é fácil, terminar é um drama, principalmente se tem amor para com aquilo pelo qual é responsável por criar e trazer a este mundo, tendo caído a ficha sobre este detalhe depois que tive os meus filhos com clareza absoluta. A dor foi traumatizante, a ponto de ter em meu contrato matrimonial uma clausula que não me permite mais ter cavalos de minha propriedade, clausula esta que minha esposa faz questão de seguir à risca.
O que quero dizer com isso é que já sofri, já vi outros sofrerem e de certo tenho 100% de certeza que não vale nos dias de hoje criarem-se cavalos que não possam proporcionar alegria e lucros, para que outros possam ser sustentados e o negócio ser ampliado. Neste aspecto sou radical, chegar num criador, com 400 cavalos, gastando uma tonelada de ração por mês e só ver “pencos”, tudo o que penso é quantas crianças carentes poderia sustentar com aquele dinheiro todo e saibam que nosso país precisa muito deste tipo de investimento. Se hoje tenho todo o respeito deste mundo pelo Sr. Aldo A. Pinto é que o mesmo, quando bem de saúde, tinha muitos “pencos”, mas parte de seu dinheiro era destinado para programas junto ao Hospital de Oncologia de crianças para compra de aparelhos de última geração e projeto Itamar ( um dos projetos mais sérios deste país de preservação ambiental), sendo ele o responsável por alimentar durante 4 anos todos os cavalos de rua recolhidos pelo Centro de Zoonoses da Cidade de São Paulo, de certo uma pessoa especial.
Neste grupo de criadores, não incluo aqueles que gastam fortunas por mês e nem estão ai com rentabilidade e são estes que cuidam naturalmente através do “poder da grana que constrói de destrói coisas belas”. Esta talvez seja a principal questão a ser combatida, o coração do negócio. Não se pode ter na direção ou Presidência de nada pessoas as quais não têm um compromisso com a rentabilidade do negócio “Cavalos Puro Sangue Lusitano”. Este exemplo já o tive no México com Jorge Hank, aonde seus “erros de criação” dava literalmente para o leões, aqui manda-se para o Estado do Mato Grosso tocar gado (um pouco melhor).
A coisa está tão alterada eu dou aqui um exemplo cruel do que é a anti informação: - Antes da Exposição Internacional de São Paulo é feito uma venda de coberturas doadas por criadores. A festa deste ano foi mascarada, as fotos mostravam uma coisa e os textos outros. No final da história, muitas coberturas não tiveram lance, traduzindo em miúdos, não existiam interessados, as pessoas não querem mais criar, estão inseguras em decidir qual o caminho a seguir. Todos os plugados na informação pedimos o resultado real, mesmo para ter idéia dos rumos e podermos analisar etc, até hoje a ABPSL não soltou o relatório de preços, coberturas vendidas e coberturas as quais não tiveram lance, inibindo por total de seus associados a informação e a pesquisa, doa a quem doer, perpetuando assim a defesa do errado, do sistema da “calada da noite”. Este exemplo reflete o pensamento de quem dirige a nossa Associação de raça.
O que sinto é que não se preocupa com o rentabilidade, mas sim com a propaganda em si, não que não se necessário, mas nos preocupando apenas com a propaganda (se ele for boa , o que não é o caso), podemos vincular a esta com mais facilidade os nossos interesses pessoais, uma estratégia já conhecida de longa data. Então amigos, para termos Criadores Profissionais precisamos de uma Associação profissional, comprometida com a rentabilidade e cobrança de seus associados de qualidade e criarmos mecanismos que primam aqueles por um bom trabalho, dando a este a apenas a este a possibilidade de uso da máquina administrativa para os evidenciar, mas se nem eles sabem quem são os bons, está tudo perdido. Resta-nos entender que o bom, que o caminho a seguir é o deles.
Como cobrar qualidade de seus associados? Exemplo fácil, copiar o que é feito na Alemanha. Leilões de Elite (aquele de vinte lotes a realizar na Exposição Internacional do Cavalo Lusitano no Sábado na Hípica Santo Amaro, com ampla divulgação usando-se a máquina da Associação, seriam apenas cavalos selecionados até Dezembro do ano anterior, cavalos e éguas de elite propagados mundo a fora.
Outra forma de cobrar qualidade é informar. A pesquisa, doa a quem doer, é necessária para que estes dados sejam expostos sem políticas ou proteções individuais. Para ir mais além, com os pés na realidade, precisamos que um “caboclo” que fale inglês e espanhol, que conheça o mundo, que tenha a versatilidade de se virar em situações adversas, mas acima de tudo que tenha interesse exclusivo pela raça e não por X ou Y criador, possa visitar todas as Exposições de cavalos Lusitano no mundo com 3 funções básicas:
1) Distribuir folder’s informativos sobre sua associação e vender produtos expostos no programa de vendas de sua Associação através do seu IPAD.
2) Filmar toda a exposição de “cabo a rabo” e trazer esta informação “Up Today” para todos os associados em reunião mensal em algum lugar na Cidade de São Paulo, ou enviá-la posteriormente em Blu Ray ou DVD para cada associado interessado. Melhor, este “caboclo” poderia fazer entrevistas com pessoas influentes pelo mundo afora, colher pensamentos, impressões gerais e expô-las no site da Associação.
3) Receber em seu país, estes tantos “amigos” para a exposição Internacional de São Paulo, num programa de 10 dias. Este período vai de Sexta-feira anterior ao Leilão Luso Brasileiro ao Domingo da Exposição Internacional. Será ele o responsável pela logística e possíveis comercializações de cavalos (sendo estes cavalos inclusos no programa de vendas da Associação).
A primeira pergunta é: Como pagar os deslocamentos deste profissional? A resposta é simples e já colocada em prática por minha pessoa por muitos anos como jornalista, fazer permutas com empresas. A primeira a ABSA, empresa ligada ao Grupo lan Chile e responsável pelo transporte de 98% dos cavalos exportados, através de permutas de passagem sujeitos a espaço no avião. O “caboclo “ só embarca se existe espaço no vôo. Permuta simples. Fora isso fazemos propaganda da mesma em todos os eventos (plaquinha simples), nome de obstáculo de ET, etc, “jabá” para inglês ver, pois todos sabemos que o retorno é nulo.
Outra fonte de renda, a qual permita o “caboclo” comer, andar e dormir será pago pelo percentual da Associação (normalmente de 10%, sendo 5% do “caboclo profissional” e 5% da própria Associação). Pela experiência de anos, um “caboclo” precisa de 200 a 250 dólares por dia para viver em terras estrangeiras, para comer, andar e dormir. De certo o problema será começar, depois a conta paga-se com facilidade e roda por si mesma.
Voltando aos 10 dias de estrangeiros no Brasil –
Sexta feira refresco, água de coco e watermelon à vontade. Uma breve visita à Ilha Verde, normalmente o Zé Vitor dá o jantar de boas vindas.
Sábado – teste dos cavalos do leilão Luso Brasileiro e leilão.
Domingo – Visita a dois Haras da Região; TOP e Vouga, por exemplo. Quem tiver cavalos para apresentar (desde que estes estejam inscritos no programa de vendas da Associação) poderão participar. Todos com raio X, Eliza e preço na mão do “caboclo”.
Segunda-feira – Visita aos Haras Iannoni, Pinhais, pernoite ainda em Sorocaba. Todos eles no mesmo caminho.
Terça-feira – Visita ao Villa do Retiro e Modelo, pernoite em Sorocaba.
Quarta-feira – malas vão para São Paulo, hotel da exposição e as pessoas para o Mangueiras e Interagro. Nas Mangueiras, poderá apresentar-se cavalos associados inscritos no programa de vendas da Associação. Depois do Interagro as pessoas voltarão para São Paulo para pernoite. Tudo no hotel estará tratado e malas de cada um no quarto.
Quinta-feira – Exposição.
Sexta feira – Exposição e Happy Hour
Sábado – Exposição e leilão de 20 lotes selecionados durante o ano anterior. Nome: Leilão Internacional Oficial da Associação (só cavalos escolhido pelo grupo selecionador entre todos os criadores nacionais), leilão simples, rápido e sem maiores custos na pista da exposição. O que será relevante é a QUALIDADE e não o enredo. Todo o mundo já conhecerá os lotes.
Domingo – Exposição e finalizando com uma escola de samba e algumas mulatas, em alto astral para acalmar os ânimos e não ficar aquela tristeza (de quem comeu e não gostou) registrada nos últimos anos.
Depois das 18 horas a programação aeroporto e sua logística. Caso fique alguém para trás, este receberá toda a atenção nos dias seguintes, sempre acompanhado pelo “caboclo” para garantir a comissão da Associação.
Cansei por hoje, vou ver o meu Corinthians vencer do Palmeiras.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Analise das Coberturas ofertadas para leilão pela ABPSL

A linha moderna de criar cavalo PSL é buscar esportividade, cavalos com força, passo, trote e galope amplos, com linha de dorso suple, com leveza nos movimento.
A segunda analise são garanhões que tenham comprovado através de sua produção valerem o investimento, tendo em conta que a compra da cobertura é o menor destes custos.
Ter-se em nossos pastos éguas que combinem geneticamente com a compra das coberturas.
Entendo que a seleção provida pela ABPSL é de caráter duvidoso e de desconhecimento total da raça PSL e da fase a qual estamos atravessando no mercado brasileiro e mundial.
Propor o uso de alguns garanhões aqui selecionados é acabar com os novos criadores, quase sempre aqueles que vão atrás de ofertas. Cavalos bons não existem ofertas, que saiba terá de ser bom com bom, ou não crie cavalos, seja um usuário que terá muito mais prazer.
Sabemos que teremos de passar o chapéu para produzir-se uma Internacional, mas também sei que não deve ser através da desgraça dos outros, aqueles que mais precisam de atenção, os novos criadores.
Devido a isso afirmo existir fortes indícios de um caráter duvidoso na seleção desde grupo ou um desconhecimento anacrônico de toda a equipe técnica responsável por esta seleção.
Vamos aos lotes:

- Almansor da Broa – Quem é Almansor da Broa? Fui nas provas não vi nenhum filho, nem ele mesmo. Consta 3 filhos nascidos no Stud Book. Para piorar seu pai é um meio sangue PRE, pelo menos é o que diz o papel na ABPSL. Eu julgo ser no mínimo estranho.

- Athus Comando SN – Já vi o filme do cavalo (enviado por um amigo), dois em um, mesmo sendo o pai dele a grande revelação de 2011 no Adestramento Nacional. Mas existe um detalhe importante, a atrelagem está bobando!!

- Autentico do Mito – Sem levar em conta que o sufixo é DO MITO, este garanhão não tem filhos registrados na ABPSL, muito estranho! Se não serve para o Criatório o qual ele presta serviços, servirá para vc?

- Baluarte LS – Um filho de Peralta, o conheci quando servia a éguas HI. O analisei detalhadamente. “No legs no horse” e este é um grande exemplo desta frase. Cavalos grandes que não se sustentam, corram!! Desculpe o novo comprador do cavalo, reclame com o vendedor e de certo irá!!

- Barbaro da SASA JE – Outro garanhão tipo “enganador”. Lindo quando potro, tanto que quase ganha uma Internacional. Cresceu não se sustenta, acho até que na última Internacional foi cerca. Cavalo sem força, o vi no último leilão do Villa e não acreditei. Enfim, sempre revendo os nossos conceitos!!Mas, se quer um preto, fique com o pai dele.

- Ciro da SASA JE – Sem filhos Registrados. Certamente se não serve para o criatório aonde serve, servirá para vc? Certamente é um tiro no pé. Mas por outro lado é um filho do Afiançado, poderá ser um bom cavalo para ET (apenas!!). Neste caso acho que é falta de conhecimento e não má fé.

- Dardo II IV – Bom garanhão, tudo o que produz vende bem. Toda a base do RETIRO foi feita em cima dele. Há que escolher éguas de bom tamanho, aquelas éguas da moda atual de sufixo SN, meio pesadonas que precisam de finura. Continua sendo o segundo melhor Veiga do país.

- Faraó – Ótimo garanhão, pena que pouco usado. Se fosse meu o colocaria em todas as éguas. Até hoje não entendo a razão de não ser utilizado no criatório aonde presta serviços, eles apenas tem 5 produtos destes letra G. Faraó é o melhor filho do Dragão já nascido.

- Luar – Cavalos de GP, pai de Relâmpago do Retiro e Vulcão dos Pinhais, precisa tecer mais? Serve no melhor e mais conceituado Haras produtor de cavalos PSL do País. Quem comprar vai correr para o abraço. È um garanhão que coloca “turbo” na sua progênie.

- Oceano do Top – Garanhão dois em um. Ótimo exemplar esportivo, nada mais.

- Pantanal – Nem esportivo conseguiu ser!!Já cobriu bastante e teve um percentual pequeno de cavalos valorizados no mercado. Corra se vc é pequeno criador.

-Peralta – Pessoalmente não gosto, mas tem quem goste. O segredo aqui é o marketing, existe um grupo de formadores de opinião que jamais permitirão este garanhão perder o status em que se encontra, inclusive minhas apostas são que ele virá servir no Brasil de novo ao vivo e a cores, tudo se molda para isso e Até sei aonde!!Devemos salientar e prestigiar a doação do Sr. Vasco Freire, criador português.

- PORTUGAL – Melhor cavalos de Adestramento do Brasil no ano de 2010, com filhos melhores cavalos 4 anos também no Adestramento 2010. Tudo o que produz exporta, uma máquina de fazer dinheiro. Se conseguir leve uma cobertura deste. Preste atenção nas linhas de cima das éguas, o resto ele coloca.

- Saloio – Garanhão dois em um, mas bonito e negro. Produz uns filhos muito perto de chão, antagônico ao cavalo moderno exigido pelos mercados mundiais, os quais tem o Totilas como pick. Garanhão muito difícil de combinar com as éguas.

- Sargento do Top – Mesmo sendo o primeiro nas seletivas do Pan Guadalajara, nunca vi nenhuma produção que fosse relevante, aliás teve uma égua a qual não me lembro o nome na última internacional filha deste interessante. Fico muito aflito quando o vejo em prova com seus aprumos “tipo remador”. De certo se vc for um novo criador passava longe.

- Sol VO – Sol é Sol, o proprietário dele se falar o que penso corre para me bater, por isso deixa como está, um preto bonito.

- Solar dos Pinhais – Bom Garanhão, hoje que conheço sua produção posso adiantar que não é o que o marketing especializado diz, mas não deixe de ser um bom garanhão para quem começa a criar cavalos PSL de Adestramento, dá uns filhos grandes, vistosos. Vamos esperar mais um ano para colocar a sela neles, acho que 24 deles.

- Toleirão da Broa – Aquele andamento dele me atrapalha, até hoje não sei se gosto ou não. Vi o Pedro Almeida montá-lo bem, mas a espádua estrangulada não imagino em produzir um cavalo de grande frente, enfim um “veiguinha”, aliás sempre o foi.

- Tulum Comando SN – Opa, agora sim, um cavalo o qual vi duas filhas dele fazendo Adestramento de muita categoria. Ele mesmo andando bem. Se fosse um pequeno criador ou novo apostaria minhas fichas neste garanhão, mesmos sendo um filho do tal FAMOSO.

- Ultramar da Broa – Gosto do Ultramar, um garanhão com 4 filhos registrados, sendo um deles Citron do Vouga o cavalo revelação da internacional de 2010. Um MV com uma morfologia equilibrada e atraente, o conheci logo que chegou de Portugal ainda jovem.

- Único – Recente importação de Portugal. O único contato que tive com este garanhão foi no filme do vendedor o qual não gostei, muito pesado, sem leveza, mas toda a analise é feita em cima de imagens de vídeo e algumas filhas também deste mesmo filme. Não compraria uma cobertura, aguardaria a história definir-se e observar sua progênie a qual deve aparecer no mercado em 2012 e nas exposições 2013. Como é um cavalo que está no Marketing, no disse que me disse, tem um lobby forte em cima, de certo vai ser cara a cobertura.

- Unicórnio do Retiro – Este garanhão já mostrou a sua cara, muito conhecido com uma produção pouco conhecida, acho que isso basta. Um forte risco.

- Vaidoso LS – Um garanhão o qual não conheço a sua produção. Andou nas provas de Adestramento, mas também não o observei. De certo quem escolher este garanhão teria de conhecer a sua produção na Coudelaria do Sol.

- Violino do Retiro – O conheço da exposição que participou, inclusive ganhou. Sua produção é vasta no Villa do Retiro. Normalmente não me atraem os filhos do Nobel, todos meio durinhos na linha de cima. Olhando a sua progênie no stud Book verifiquei que o mesmo dá muita cor, muitos baios e negros, pode ser uma boa opção.

Violino SS – Este eu corro!

Vulcano – Herodes em Invulgar. Herodes eu conheci ao vivo, um filho do Distinto típico. Já o Invulgar sempre foi um bom garanhão. Para conhecer sua produção teria que visitar o Haras LS. Sangues de Distinto certamente não me atraem, são cavalos normalmente que lhes faltam força, 98%.

Xamã do TOP – Todos conhecem este cavalos e sua produção, não tem como apostar neste garanhão, já fez a sua história.

Como todo o ano faço esta observação sobre as coberturas ofertadas pela ABPSL, não poderia deixar de a fazer no dia de hoje. Certo que esta observação sempre é polêmica e conflituosa, continuo pensando em preservar o pequeno criador e investir nos meus interesses absolutos, ter no futuro bons cavalos para comercializá-los, sejam eles de quem forem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Grupo de marketing da ABPSL

MARKETING DA ABPSL

Hoje foi lançado o grupo de Marketing o qual cuidará dos interesses de todos os criadores referente a este setor altamente deficitário nesta Associação.
Para começar a analise, não podemos de descrever os quatro integrantes destes Grupo.
1) Sr. Carrano, filhote da marca TOP, nunca ganhou ou fez alguém ganhar alguma coisa em qualquer tipo de atividade eqüestre nos vinte e tantos anos de trabalho na ABPSL, foi sob a orientação que diversos criadores pararam de criar cavalos PSL, entre eles Paulo Salles, o qual esteve muito envolvido. Depois disso, montou o seu centro de treinamento particular e mantém uma parceria com a “equitação de pantufas” do Dominic Barbier, o qual ano após ano compra menos cavalos no Brasil, preferindo atualmente fazer suas compras em Portugal.
2) Cecília Gonzaga – Herdeira da marca Interagro é responsável diretamente pelos fatos ocorridos nos EUA neste principio de ano, aonde cavalos (20) de ferro Interagro foram “jogados no mercado” a preços entre 15 e 20 mil dólares, já colocados nos EUA. Responsável também por ter negado a entrada no recinto do Leilão do maior comprador de cavalos PSL do Brasil, Sr. Vitor Silva. Ano a ano esta marca perde o seu valor no mercado nacional e internacional, visto os últimos resultados dos leilões recentes. Desde Forth Worth Texas que esta marca faz um trabalho não dignificante ao cavalo PSL criado no Brasil, mesmo intitulando-se o maior criador do mundo de cavalos PSL.
3) Sr. Vagner – Um criador medíocre, sem nome no mercado, nem mesmo representatividade alguma. Ao meu ver um oportunista de plantão. Apenas contarei um causo: - Foi doado um cavalo por X haras a seu pedreiro, como forma de agradecer os serviços prestados. Esta cavalo foi comprado por este “criador” e revendido na internet a preço de banana. Isso é fazer marketing positivo ou destruir uma raça? Perante este fato e o registrado na campanha eleitoral o qual pertencia a uma chapa e depois foi para a outra devido a doação de uma cobertura, não merece a nossa consideração. De certo precisa rever os seus conceitos.
4) Por último o Sr. Passos – Não o conheço pessoalmente a não ser por uma entrevista do tribuna do Zé o qual utilizou informações desenvolvidas por outros. Pseudo conhecedor de pelagens, nunca participou de nenhuma exposição nem de competições de tão inexpressivo criador que é. A última notícia que tive desde foi na Florida o qual teria levado alguns cavalos de baixa qualidade para comercializá-los naquele mercado seletivo, colocando cada vez mais o nome do bom cavalo PSL ladeira a baixo. Entendo que seja uma pessoa sem histórico na raça.
De certos todos aqui relacionados tem ótimos propósitos de utilizarem-se da máquina para proveito próprio. Quem permite este tipo de coisa torna-se cúmplice e o nome dele é o atual presidente da ABPSL, pessoa a qual acredito ser apenas um paraquedista o qual foi colocado num posto sem o suficiente preparação, já que o mesmo não conhece pessoalmente a maioria dos criatórios nacionais. Mais uma vez nota-se claramente a formação de uma “formação de quadrilha” o qual terá de ser derrotado nas próximas eleições da ABPSL.
Existem pessoas boas no meio, vimos no decorrer dos anos, qual a razão de se manter no poder as laranjas podres?

segunda-feira, 28 de março de 2011

O CAVALO DE ESPORTE CRIADO NO BRASIL

Acabei de ler a entrevista do Cel Nigre (Diretor de Adestramento da CBH) e do Técnico Eric Latte no Camera Hipismo? No caso do Cel. Nigre, acredito pelo tipo de escrita, que tenha sido feita com uma prévia preparação ou mesmo enviada, sem o calor do “ao vivo”.

http://www.porforadaspistas.com.br/vitrine/2011/592.asp .

Toda ela muito correta (para inglês ver), mas o que vimos neste final de semana na Hípica Paulista não correspondeu à realidade, não existe a presença do aficionado, aquele que se dirige ao local para assistir ao Show, aqueles que lá vão, tem uma ligação ou com os cavalos, família ou estão trabalhando.

http://camerahipismo.uol.com.br/pag.php?id=1268

A segunda entrevista com Eric Latter (selecionador brasileiro), esta não vai no foco do problema; como este grande conhecedor do Adestramento poderá ajudar a nossa Equipe? Qual o programa a ser introduzido, qual a estratégia a ser aplicada. O "quinto sentido" nos diz que ele está ai para proteger a cavaleira Rabello mais uma vez (amazona esta que deveria estar competindo em igualdade de julgamentos no Brasil), ou vender-lhe mais um cavalo novo ( o que aconteçeu antes do Pan Rio), quando este afirma ter viajado pela a Europa para a ajudar e observar. A entrevista dá a nítida impressão de que o selecionador não confia na medalha de bronze em Guadalajara e evidência-o como uma carta de apresentação, do já conhecido mestre de todos nós AFICIONADOS. Na realidade queria saber mesmo era a impressão deste sobre o Tulum Comando SN, sobre os sucessivos erros da amazona Luíza, das vitórias incontestáveis de Marcelo da Silva Alexandre com o seu maravilhoso cavalo Signo dos Pinhais (única alternativa real de participação nas Olimpíadas de Londres). Acho que os “formadores de opinião” de nada sabem sobre as entrelinhas, dos bastidores e a luta de interesses agregado neste disputa, este são os pontos a serem abordados com veemência, sem rodeios. Qual o papel deste técnico nisso? O que ele sabe sobre a saúde dos animais a serem selecionados? Quem irá fornecer para este estes relatórios, este histórico. O que ele achou do cavalo Pastor? O que ele acha do Sargento do Top ser o primeiro classificado? Um cavalo com graves problemas de aprumos, os quais comprometem a performance e são visualmente constrangedores para todos (principalmente os criadores de cavalos PSL). O que ele achou de Bravíssimo? Enfim, tudo foi muito genérico no país dos genéricos, o que permite várias avaliações, mas a que permite mesmo é a de colocar a poeira para de baixo do tapete, falando-se em curtos prazos de treinamento.Aqui para mim, estamos na "roça", na mãos de uma midia comprometida e dependente da boa vontade de CBH, a qual a domina por completo.

A primeira analise – 4 cavalos participaram da categoria cavalos 4 anos apenas. Significa que não existe interesse nem incentivo para que os produtores da cavalos inscrevam os seus cavalos no Adestramento. Se não temos renovação de cavalos, seremos sempre reféns dos cavalos IMPORTADOS. Isso a médio prazo destruirá a evolução registrada na raça PSL e não permitirá o surgimento de investimentos no BH, pelo fato de sabermos que os europeus mandam cavalos para nosso país em consignação, formando uma concorrência desleal, provocando a falta de investimentos na produção do segmento. Uma politica d incentivo terá de ser criada e logo. Para mim é muito claro, cavalo novo tem de ter uma diminuição no pagamento das taxas, FPH, CBH, etc.

Segunda Analise – Nosso dirigente máximo da modalidade "Adestramento" afirma: “Outro segmento importante são os patrocinadores que acreditam e viabilizam os eventos através do apoio financeiro. “ – O que verificamos foi a total ausência de patrocinadores. Aqueles que fizeram-se presentes (apenas 3) tém vínculos diretos com a competição e todos tém cavalos ou familiares buscando uma vaga em Guadalajara 2011, o não é correto. Empresas ou cavaleiros envolvidos na competição não devem ser patrocinadores. Para quem é de fora não cai bem e este erro já é cometido faz muitos anos. Quem patrocina não pode estar pleitiando uma vaga na equipe. Terá de existir um programa de venda de espaços publicitários no Adestramento, esta é a solução. Organizem-se e façam aconteçer. Não existe diretor de marketing na FPH.

Terceira analise – Pelo o que vi em Wellington (FL) em Fevereiro e o que observei este final semana, as chances de medalha no Pan são remotas (só um milagre). Sabemos que primeiro está os EUA, segundo o Canadá (é impossível vencermos destes países) e iremos competir diretamente com o México (dono do evento), com a Colômbia com forte esquadra competindo na Florida todo o inverno e a Argentina (com um nó na garganta do Pan Rio). O que observamos no evento, mesmo com todo o esforço, estamos em apuros. A renovação do grupo não existiu no percentual desejado, Sargento do Top já está no seu máximo, o recém importado da França Pastor, montaria de Luíza de Almeida, não tém passo e nunca terá, além de ter uma boa presença, como todos sabemos, o passo na reprise São Jorge é fundamental. A pontuação recebida pelo cavalo Pastor, foi acima do merecido, nas duas apresentações. O cavalo revelação do grupo Tulum Comando SN é um animal irregular fisicamente e todos sabemos que "vetcheck" é o primeiro desafio real de competições internacionais. É bom lembrar fatos recentes, Nilo VO em Hong Kong e Portugal no WEG.cavalos não sólidos chegam no final da corrida bem sentidos, principalmente aqueles que já apresentam problemas.

Outro cavalo interessante, o Hanoveriano Bravíssimo (Bretano II em Wie Blanche) recentemente importado por uma Coudelaria tradicional e criadora de cavalos PSL, encheu os meus olhos na primeira impressão, mas logo depois verifiquei não estar apto para o desafio, apresentado problemas na reprise Intermediária de difícil solução a curto prazo, acrescentando a inexperiência de nosso melhor cavaleiro com este "TIPO" de cavalo. Por algumas vezes o cavalo o surpreendeu em pista. Ainda permaneço com esperanças neste conjunto, tudo dependerá da próxima apresentação e sua evolução, já que o filmei e tenho uma idéia precisa do ocorrido. Caso o cavaleiro e sua equipe tenham a capacidade de resolver os problemas, teremos um cavalo para chegar acima dos 68% em Guadalajara. No momento é um cavalo irregular, não transmite segurança alguma e pior, na sexta feira olhou a pista e empinou e virou para trás, deixando o cavaleiro sem ação (esta é a pior reação que um cavalo pode ter)comum neste tipo de raça. No Sábado já entrou em pista “mastigado e oprimido” mas na piruetas ao passo e ao galope, voltou a demonstrar uma falta de vontade de andar para a frente. Foi um balde de água fria, pois via nele o primeiro conjunto da possível com qualidade indiscutíveis, mas sempre temos de duvidar dos europeus quando vendem um cavalo bacana, a primeira pergunta é saber a razão pela qual venderam um cavalo deste tipo? Agora eu sei, já que se trata de um cavalo de 8 anos.

Duas revelações foram-me muito gratas neste final de semana. A primeira o jovem cavaleiro Pedro Tavares de Almeida montando o cavalo Toleirão da Broa. Um cavaleiro de rara sensibilidade, adaptou-se ao ritmo do cavalo com facilidade. A segunda boa impressão, aliás muito boa mesmo, foi o conjunto Sergio Castany de Fiori, um cavaleiro já conhecido, que pela primeira vez o vi brilhar, montando o BH Don Enrico AMM, um filho de Toy Boy em Olimpia Método de criação da Sra. Anna Maria Mantegazza, principal criadora de cavalos de Adestramento BH do Brasil. A apresentação deste conjunto foi a melhor possível e nos mostrou que temos sim chances de produzir bons cavalos no Brasil e equitá-los também, falta apenas incentivo para isso (sobre este detalhe escreverei no final desta matéria). Entre os PSL’s a boa revelação foi o filho da Orquestra HM, única égua a produzir no Brasil 3 cavalos de Adestramento confirmados e de qualidade superior, ABSOLUTO DOS DIAMANTES, sob a sela do bom cavaleiro Ricardo Nardy.

Quarta analise – Participação de outros estados e novos aficionados pelo Adestramento. Este é um tema longo o qual é a chave do dilema.

a) A CBH precisa organizar clínicas gratuitas de Adestramento nos Estados para introdução da modalidade - A SOLUÇÃO. Tudo muito simples, apenas dar o inicio e ter um ponto em mente na escolha do profissional. Este terá de ser uma pessoa comprometida com o Adestramento e não com a venda de cavalos. Terá de ser uma pessoa reconhecida pela FEI para tal função, terá de ser uma pessoa com vasto conhecimento geral, com o dom de ensinar e passar o conhecimento. È um projeto simples e barato, para ser executado em conjunto com as Federações de Estado, começando pelo norte e Nordeste. Tenho a certeza que teremos investidores para este empreitada, necessitando-se apenas dos contatos políticos para este fim junto aos dirigentes de cada estado. O Adestramento tem uma qualidade entre todas as outras modalidades eqüestres, ela pode ser praticada esportivamente dos 8 aos 80 anos, sendo esta a modalidade que coloca menos em risco os cavaleiros, fomentando a cultura eqüestre como um todo, começando pelo cavalo desta modalidade, o mais completo de todos (mas isso é a página nº15). Todo o dinheiro investido num programa deste “tipo” e filosofia, já é vitorioso, pois o que se sente é que as pessoas estão ávidas por aprender, por progredir. Mais uma coisa importante, quem administrar este programa, não pode ser PSL ou BH, ele terá de ser do Adestramento nacional.No Brasil formam-se professores de equitação num final de semana, tudo é muito incrivel, na Suécia demoram quatro anos.

b) Novos aficionados – Eu tenho uma solução para ontem. Investir-se numa Escola de Equitação fora das Hípicas que tenha fortes ligações com o Estado de São Paulo, Comissão Nacional do Cavalo em Brasília e projetos da Prefeitura da Cidade de São Paulo. O cavalo é uma Industria, ela fornece em nosso país 1.2 milhões de empregos diretos e não existe mão de obra especializada. A Prefeitura da cidade de São Paulo tem um projeto de nome água Branca - http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/infraestrutura/emurb/operacoes_urbanas/agua_branca/index.php?p=7983.

Para ser preciso existe nesta região um conjunto de 6 enormes armazéns (antigos armazéns gerais do Estado) pertencente ao Governo Federal e tombados pelo condefaat os quais estão totalmente ocupados por automóveis apreendidos pela Polícia Federal. Segundo consta no Projeto, esta área seria destinada a desenvolvimento esportivo e lazer de nossa cidade, mas já faz dois anos e tudo permanece igual, assim como o projeto Água Branca, o qual depende integralmente do projeto imobiliário da empresa Gafisa na região no antigo terreno da Telesp, aonde pretende construir um bairro com 16 torres comerciais e residenciais (o maior terreno da cidade, aonde a ex. Prefeita Marta Suplicy pretendia construir a cidade Olímpica de nossa cidade. Este espaço encontra-se em uma das mais valorizadas regiões da cidade de São Paulo, aonde a área construída está perto dos 8 mil reais o m/2.
Uma ação global e organizada, junto á Secretaria de Esportes da Prefeitura e do Estado, com o apoio irrestrito de todas as associações, assim como da FPH e CBH, poderia em curto espaço de tempo reverter este abandono da área e fazer-se ali o grande centro de formação de cavaleiros e quem sabe um show permanente de cavalos para nossa cidade utilizando as leis de incentivo à cultura, como aliás existe em quase todas as grandes cidades do mundo. Para dar o sustento, uma Escola de Equitação que terá como foco as 600 mil crianças matriculadas em escolas particulares na região, sendo que a próxima Estação de Metrô será a Água Branca, a menos de 50 metros da entrada deste grupo armazéns emormes do Estado. Pessoalmente acredito que tudo na vida teremos de nos antecipar aos fatos e este já está correndo. O projeto da Escola Nacional de Equitação existe, é só me procurarem para falarmos a respeito, agregando-se a isso o nunca visto sucesso do Hipismo em nosso país devido a suas sucessivas medalhas nos últimos 10 anos e pré qualificação para os JO de Londres, vitórias estes que devemos à família PESSOA, Neco e Rodrigo em sua maioria.

c) Como repararam, estive nos dois concursos neste ano no Brasil e em Welligton FL, observei e colhi informações, tentei ser racional e equilibrado e não vejo outra solução a não ser IR AO ENCONTRO DO POVO. Este é o meu foco, esta é a minha luta no não de 2011. Os concursos terão de sair das hípicas e irem para parques publicos como a Vila Lobos, Ibirapuera. As hipicas oprimem a evolução do esporte e esporte sem povo não tem acesso a patrocínios, sem patrocínios não tem premiação, nem aplausos, sem aplausos não existe motivação, sem “price money” não existe investimentos em cavalos (a não ser em proveito próprio para utilização da máquina esportiva), fora isso, os sócios das hipicas não gostam do povo, tem medo dele, fruto dos sindromas de segurança e inseguranças provocadas pelas metropolis brasileiras. Mesmo tendo no Brasil o Forum Eqüestre Mundial, estamos fracos internamente e isso reflete em tudo, principalmente no patrocinador. Por favor dirigentes, formadores de opinião, PRESTEM ATENÇÃO, existe sim uma luz no fim do túnel, o país está “bombando” é a bola da vez segundo o Presidente Obama, vamos trabalhar sério. O marketing esportivo está ai, temos grandes profissionais na área, só falta o interesse.

Quinta analise – CAVALOS IMPORTADOS. Para mim é um "tumor" que precisa ser combatido, mas não extirpado. Muita gente poderosa está ganhando muito dinheiro com a baderna instituída, alguns deles cavaleiros de ponta.

a) Existem Leis e elas terão de ser cumpridas e melhoradas.

b) Todos sabemos das dificuldades enfrentadas pelas economias européias, até a forte Alemanha está com problemas graves, Portugal não tem para onde correr, todos se viram para os países da vez, China, índia e Brasil. A invasão está ai, 60% dos cavalos apresentados no CDI*** deste final de semana são importados, 75% dos cavalos apresentados no CSN Verão são importados. A criação nacional no Adestramento está sem mercado, no salto idem. Logo entraremos em colapso e quem irá pagar a conta não será o cavaleiro com “Paitrocinador”, mas sim a classe trabalhadora, nas fazendas, nos haras, nas Hípicas, etc. Limitar JÁ a importação de cavalos é tão importante quanto produzir cavaleiros.

c) Ontem à noite tive a fotografia a qual será o nosso fim daqui a 2 anos, o $500.000 FTI Consulting Finali Gran Prix CSI5* em Wellington, 98% haviam nascido na Europa. Por favor, só não vê quem não quer ou está "mamando da teta". Temos de dar um basta na invasão européia, utilizando o que eles tem de bom com expertise, cavalos de GP, sêmen, éguas de elite,garanhões comprovados na origem, o resto aplicar a lei e acima de tudo, conferir as guias de importação no ministério da Agricultura e Ministério da Fazenda e colocar um ou dois na CADEIA. No merci, pode ser quem for, a dona do Bradesco ou cavaleiro representante do Brasil no mundial de salto, a lei terá de ser aplicada para todos, mas acima de tudo ter um “expert” percorrendo os concursos nacionais em busca de desvios de conduta conferindo os passaportes, inscrições de prova e DNA, trabalho simples, como informante especialista contratado pela Receita Federal, porque só ela pode prender para averiguações (imaginaram o estrago?). Este é o jogo ou estamos mortinhos. Vc que investe o seu dinheiro em criar cavalos no Brasil, estará em grandes apuros para comercializar os seus produtos em menos de 2 anos (PSL então, está morto!). Eles, europeus estão mandando cavalos em consignação, tem cavalos importados ( há menos de um ano) saltando 1 metro de altura. Temos de defender o CAVALO DE ESPORTE NACIONAL com unhas e dentes, doa a quem doer.não sinto uma mobilização para este fim concretamente.

d) O outro lado da moeda: Não somos bobos e sabemos que os cavalos deles são melhores hoje, precisamos deles para representações internacionais e melhora genética (quem recebeu o DVD do Paul Schockemöhle 2011 sabe disso. O exemplo que dou aqui é o querido Atack Z, importado pelo saudoso titular do Haras St. Juliana em Minas Gerais, cavalo Olímpico e montaria do não menos importante Sr. Teixeira. Este cavalo é o exemplo que gostaria de dar, foi importado respeitando a lei e depois foi pai de importantes cavalos internacionais no Brasil. Um sucesso comercial e no esporte. Cavalos deste tipo sim, terão de ser importados e com todas as facilidades possíveis, devem receber incentivos até. Agora trás um cavalinho “patudo”, comprado na “boca do açougue na Bélgica” para saltar 1.30m., vai pagar o que diz a lei. Por isso aumentava ainda mais o imposto de 38% para 60%, o colocava como produto importado, igual a um automóvel ou um aparelho eletrônico.

Na fonte, outro problema, importam cavalos de meio milhão de Euros com nota de importação a 2.000 Euros, cadeia neles. Como todos sabemos cavalo é um bem perecível, uma semana sem beber morre. A única forma de avaliar o valor real de um cavalo é a performance. Todo o cavalo vale o que faz. Como controlar? Eu tenho a solução, mas ninguém pergunta.

Indico também a da entrevista do Joaquim Cruz na veja. Muito clara, muito direta e verdadeira.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O caminho...

Video interessante

http://abclocal.go.com/ktrk/video?id=8030409&syndicate=syndicate§ion

Este é o caminho..

ESTILO LUSITANO

Era de esperar-se este tipo de retaliação. Em vez de unirem-se as forças e fazer-se uma revista de gabarito internacional, como existem em outras Associações (QM e Arabe), busca-se a divisão dos esforços.
Não existe razão para a ABPSL ter uma publicação “tipo revista” mas apenas um informativo de baixo custo e sem riscos, deixando para a iniciativa privada os riscos e a produção.
Faz 10 anos que existe a ISTO É LUSITANO, um nome feliz e revista colecionada por muitos em muitos países e que traduz a história do cavalo PSL do Brasil neste período.
Nota-se uma energia negativa, o mesmo “ranço de sempre”, focos desfocados, mas acima de tudo uma retaliação direta à melhor publicação do cavalo LUSITANO do mundo a ISTO É LUSITANO.
O discurso é um e a ação é outra, a mentira e a armação regem esta passada e atual diretoria, tudo o que tentamos derrotar. Hoje sabemos das entrelinhas, podemos dar nome aos bois depois de uma cuidadosa analise de tudo o que foi publicado entre Dez. de 2010 e Março de 2011 no mundo e na mídia especializada e a “coisa fede” para valer e o caminho indica que o poço é ainda mais fundo.
Segundo informações expostas, está sendo criada uma comissão de marketing na ABPSL, a qual deveria preocupar em ser mais eficiente e não em retaliar, dividir.
Por exemplo: Este final de semana realiza-se na Hípica Paulista uma competição de Adestramento Internacional, de nome CDI 3* GP Cavalo Lusitano. Procurei no site da FPH, CBH e ABPSL informações sobre os horários das competições, para que possa agendar o meu dia e não consegui saber absolutamente nada a não ser os ante programa. Cabe à agencia que cuida do marketing informar, cabe a esta utilizar do site para convidar “os amigos do cavalo Lusitano” a prestigiar o evento. Isso não é executado. Este é um papel dos mais importantes, por tratar-se de fomento, de dar valor à única atividade do cavalo PSL que hoje tem algum resultado em termos de marketing e valorização do cavalo PSL.
O que percebemos é que o Adestramento é uma modalidade que deve a sua evolução ao cavalo PSL e é dirigida até os dias de hoje por pessoas as quais nenhum vinculo tem com a raça, como o Cel. Nigre, Sabine Bilton e Sandra Smith. Cel. Nigre monta um filho do Luar de ferro “do Retiro”, Sra. Bilton monta um BH e Sra. Smith, até pouco tempo nada montava, sendo apenas ex. segunda dama do CHSA.
Precisa-se urgentemente pegar as rédeas do Adestramento na FPH e na CBH e divulgar a Modalidade em todo o Brasil, começando pela equitação fundamental no estado de São Paulo, a qual hoje tem como diretor um velho amigo nosso da Hípica Alfaville - José Batista Filho, vice Presidente da entidade e diretor da equitação Fundamental.
Investir nas modalidades de base, assim como promover o adestramento nestas competições (premiando a meninada) é o único caminho e o mais fácil.
Mais uma vez lembro a todos que o Adestramento faz-se em qualquer lugar, é passar uma corda, colocar um juiz e ação. Fui assim que começou na ABHIR, e assim pode ser feito em qualquer lugar, o investimento é mínimo. Prestem atenção caros dirigentes, são mais de 110 escolas de equitação no Estado de São Paulo e a participação da ABPSL é nula neste segmento.
Outro problema o qual terei uma real impressão de sua extensão este final de semana é a participação de cavalos warmblood no Adestramento. Sei de um movimento proveniente do Conselho da raça BH que os mesmos estão a organizar-se para pegar o “filé” do Adestramento nacional. Último final de semana fui visitar criador de BH’s os qual está criando com Sandro Hit e Totilas e de certo vão partir para as cabeças, é pessoal de muito dinheiro, já fazendo grupo com a Sra. Mantegazza que corria sozinha há algum tempo.
No mês de Março verificamos uma ressaca no mercado internacional devido ao leilão nefasto realizado na Florida o qual definiu os preços dos cavalos Lusitanos naquela região, os quais são no máximo um letra “C” de 25 mil dólares, posto lá, o que na realidade é de 15 mil no Brasil. Investidores e parceiros sofrem a conseqüência da saída para o mercado nos EUA de cavalos PSL a 15 mil dólares a média e informações nos dizem que são aproximadamente 20 unidades. Neste primeiro semestre tudo se resume em correr atrás do prejuízo provocado por esta gente que não está nem ai com os outros.
Certo é que estão mortos – duvido que venha a realizar-se de novo um leilão na Florida desta marca. As pessoas aprenderam que não vale a pena comprar cavalos no leilão. Estes depois são vendidos a preço de “bananas”. Foi um tiro no pé, só que respingou sangue para todo o mundo e vai ficar por isso mesmo com certeza.
O mercado interno neste momento é a única saída de viabilização de cavalos e a ABPSL deveria intensificar o seu programa de venda de cavalos e mudar definitivamente a sua postura de “ficar em cima do muro” nesta questão. Caso queiram mas detalhes sobre este programa, já o tenho escrito é só teclar Ctrl C , Ctrl V.
Por hoje é só, infelizmente lidamos com amadores neste segmento ou pessoas que pensam em retaliações, destruindo e dificultando o que existe de bom. Graças a DEUS temos um raça que suporta tudo, a pergunta é: - Até quando?

sexta-feira, 18 de março de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ADESTRAMENTO NACIONAL (01)



O primeiro ponto e o mais importante a ser debatido aqui é o preço mínimo para participação em qualquer CDI***. Começamos com a inscrição da prova R$2.000, depois, como os cavalos estão estabulados em seus respectivos haras, mais R$1.000 de transporte, estabulagem no concurso R$500, taxas gerais (passaporte/capa FEI/FPH) R$1.558. temos o cavaleiro e o tratador, ambos precisam dormir, comer e transportarem-se, no mínimo mais R$1.000 (4 dias). Somando = a um investimento de R$5.558 Reais.
A pergunta é: Quanto o proprietário do cavalo irá receber de premiação? Conforme analise do ante programa do concurso CDI*** de 24 a 29 de março na Hípica paulista, não consta do ante programa a premiação em espécie.
Na minha ótica e acredito que na de todos, é um péssimo negócio para qualquer proprietário. Mesmo se este pensar em termos de marketing, como existe no Salto de Obstáculos, saltou X valorizou X, no Brasil não existe compradores para cavalos de alta performance de Adestramento. Tradicionalmente é mais fácil os cavaleiros irem na Europa comprar um cavalo de meio milhão de Euros, do que pagar US$$100 mil num cavalo nacional. Entendo que está tudo deturpado, está tudo viciado e precisa de reflexão para que possam haver investimento nesta modalidade por criadores, empresas e principalmente investidores.
Outra falha grave é a deficiência crônica de levar o Adestramento às massas, através da internet ou da televisão. Sem publico, jamais teremos patrocinadores e conseqüentemente não teremos premiações.
A pergunta é: A quem interessa esta situação? Se a resposta é a Eqüinocultura nacional está errada. Mas se a resposta é, a burguesia eqüestre nacional, a resposta está CORRETA.
Defino burguesia eqüestre nacional, aqueles que por grande poder financeiro manipulam a “história” de forma a beneficiar seus herdeiros ou seus projetos particulares, eliminando a concorrência pelo poder da “grana”, sem permitir que simples mortais possam despender quase R$6.000 para participar de um CDI***(ao todo teremos de multiplicar por seis, no caso das eliminatórias de Guadalajara). Este jogo já é uma formula empregada faz muitos anos e de certo muito eficiente, a qual é usada uma cortina imposta pelos dirigentes perpétuos da CBH para manter-se viva e cada vez mais "profissional" no sentido de afastar o povo das competições de Adestramento e por conseqüência a mídia especializada e tudo continuará sendo observado numa camuflado turva, nem sempre muito honesta (caso da Juíza Belga expulsa da FEI, que por acaso virá ao Brasil em maio dar um curso de reciclagem de juízes).
Duas notícias desta última semana fazem-me refletir sobre este mesmo assunto e para isso volto a 2003, quando participei diretamente deste movimento, aliás quem o fez fui eu, queiram aceitar ou não, o dia que coloquei o Portugal em pista e ganhamos de todos de lavada. Até então tínhamos Nirvana e Oceano do Top fazendo São Jorge.
As notícias são: Eric Lette, treinador até o final de 2012 e a qualificação de Renata Rabello Costa (proprietária do banco Rural, MG) em concurso na França. De certo já vimos este filme. Para relembrar a todos com memória curta: - Eric Lette vendeu os dois cavalos os quais Renata fez as seletivas para o Pan do Rio (dois warmblood) durante as seletivas e quando este era treinador da equipe nacional. Depois quem nos fez ganhar a medalha de bronze nos Pan Rio foi o cavalo OCEANO DO TOP, cavalo este emprestado para a amazona Argentina. Foi este cavalo que destruiu a equipe daquele país, numa jogada muito bem elaborada proveniente do núcleo do PSL o qual conhecia o cavalo e suas deficiências. Caso o Oceano do Top tivesse ido mediocremente na competição, o Brasil estava fora da medalha.
No caso de Renata e Monty, é a filha da saudosa Junia Rabelo, uma mulher de armas, a qual tive o privilégio de conviver e esta foi a razão de baixar as minhas armas e medir as minhas palavras naquela oportunidade. Sei o quando Renata sofreu, sei o quanto ela é aplicada e sempre, incondicionalmente torcerei por ela, mas: temos de ser mais criativos nas questões de marketing, para não sermos repetitivos aplicando as mesmas "formulas", já batidas e velhas. Existe muito dinheiro em jogo, não só o dela, mas de pelo menos 20 conjuntos e estes precisam ser respeitados. Precisamos com urgência absoluta que a Sra. Renata Rabelo coloque na internet a sua reprise INTEIRA E CORRIDA com Monty, para que todos possam observar a veracidade dos resultados média final de 65,096% no Prêmio São Jorge conseguidos no final de semana passado na França. Recomendo inclusive à amazona (e sua assessoria no Brasil) que faça as próximas etapas no Brasil, para que todos possam observar em igualdade de condições as suas performances com os demais. Enquanto isso não vier a verificar-se iremos de certo continuar a observar este conjunto com muitas reticências, o que de certo não gostaria.No caso da Sra. Rabelo, competir no Brasil não será um problema maior por diversos motivos os quais não cabe aqui apontar.
Peço desculpa ao Sr. Rocha, à Sra. Mantegazza, à Sra. Rabelo, Sr. Leandro e quem mais se apresentar com cavalos warmblood que dificilmente estará em Guadalajara um cavalo que não seja PSL. Começa dia 24 de março uma corrida por 4 vagas (uma reserva) nunca vista na História do Adestramento Nacional, uma “guerra” a qual será uma delicia para os observadores e jornalistas (independentes é claro!), na analise e tradução dos fatos, visto que acompanhamos seletivas de Pan's desde 1982, Pan de Çaracas.
Vamos analisar a escolha dos juízes, os quais acredito precisarmos de um JOI apenas por competição e os outros, a Sra. Claudia, o Cel. Nigri., A Sra. Sabine e a Sra. Ingrid e apenas os JOI os quais teria de ser “variante”, nas 5 etapas restantes um de cada nacionalidade por vez, de preferência, um português, um Espanhol, um norte americano, um mexicanos e um canadense. Isso seria o ideal.
Sobre o estilo de treinamento do Sr. Eric lette, no meu entender ele não tém o suficiente conhecimento dos cavalos Ibéricos para traduzir os seus BONS ensinamentos favoravelmente para este TIPO de cavalos de adestramento (principalmente os nossos com muitos anos de chão duro), evitando-se assim clinicas antes de provas (este tipo de cavalo é frágil e não agüenta "pau" 5 dias seguidos) EX: O ocorrido no Kentucky, nossa equipe definhou antes da apresentação. Fora isso precisa-se de um técnico “malandro”(no bom sentido!) e de nome no mercado mundial do Dressage que tenha alguma experiência com cavalos Ibéricos. A minha recomendação sempre foi o renomado treinador KLAUS BALKENHOL, Porque Klaus? Um sinal para mim é muito claro, a esposa dele monta um cavalo PSL, segundo, sabe tudo e fez um trabalho fantástico com a equipe norte amaricana de Adestramento no decorrer dos anos, é inquestionável e limpo, um Militar. De certo ele poderia designar algum auxiliar para ajuda-lo nesta tarefa na lida de maior contato e tempo despendido. Para quem não o conhece, recomendo o livro de nome “The Man and His Methods” escrito pela autora Britta Schöffman, o qual pode ser adquirido na Amazon.com..
Um forte abraço